Foto: Luane Chinaide
Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.
Conheci “Se eu ficar” pelo filme e me apaixonei pela história (e é claro que eu chorei feito uma louca) e só depois resolvi ler o livro, mas antes disso li “Para onde ela foi” (tem resenha dele AQUI), porque queria muito saber o que aconteceu depois do fim do filme.
“Se eu ficar” conta a história de Mia: uma adolescente tímida, que tem como grande paixão o violoncelo. Ela mora com os pais, que são bem diferentes da maioria dos pais – eles são punks e super descolados. Seu pai tinha uma banda e largou tudo para se tornar professor quando Mia ainda era criança. Sua mãe, de jovem rebelde se transformou em uma “mãe ursa” – palavras de Mia; faz de tudo pelos seus filhos, mas nunca deixa de soltar palavrões pela casa e de dizer que a vida é uma merda. Mia também tem um irmão mais novo, Teddy, com quem tem uma ligação muito forte. Ele só dormia ouvindo Mia tocar quando era bebê e era ela quem lia para ele toda noite um capítulo de Harry Potter.
"Algumas vezes você faz escolhas e algumas vezes escolhas fazem você."
Já nos capítulos iniciais, temos a grande tragédia na vida da garota: o acidente. Tudo acontece muito rápido. Uma hora ela estava no carro com sua família indo visitar amigos, e na outra, estava parada no asfalto gelado olhando os corpos dos pais (e o dela) estirados no chão. Mia acompanha os paramédicos chegarem e fazerem de tudo para reanimá-la, a viagem até o hospital, sua cirurgia, tudo como uma observadora externa, vendo a si mesma entubada e cheia de fios. Ela não pode ser vista, não sabe como está o próprio irmão. Ela vê seus tios e primos chegarem, sua melhor amiga Kim na capela rezando por ela, seus avós desolados e Adam. Ela acompanha os diferentes momentos de Adam no hospital – em estado de choque, revoltado tentando invadir a UTI, em prantos e então, o apaixonado.
O livro se desloca entre passado e presente. Temos flashbacks de momentos da nossa protagonista com a família, na escola com Kim, como ela e Adam se conheceram e se apaixonaram, todo drama do relacionamento deles, sua decisão de tentar entrar para Julliard e ao mesmo tempo tudo o que acontece no hospital – que se passa no período de 24h.
"Você é a mesma por quem me apaixonei ontem e a mesma que vou amar amanhã. Amo esse seu jeito frágil e ao mesmo tempo durão, resguardado e ao mesmo tempo despojado."
Nos flashbacks podemos ver que Mia se sente um pouco deslocada por gostar de música clássica enquanto sua família é punk, por ser introspectiva quando todos são engraçados. Porém nada disso diminui seu amor e sua vontade de estar entre eles. Ela ainda não entende porque Adam está com ela, como ele, bonito, engraçado, inteligente e integrante da banda Shooting Star, se interessou por ela, mas a questão é que ele é extremamente apaixonado pela garota. Não preciso nem dizer que os momentos mais fofos e românticos do livro são protagonizados por eles, né?
A enfermeira Ramirez é uma das pessoas responsáveis por fazer Mia ter alguma perspectiva sobre sua decisão de ficar ou não. “Você acha que cabe aos médicos, aos medicamentos e as máquinas, mas se você fica ou se você vai, a decisão é sua.” É então que Mia tem que tomar a decisão mais difícil da sua vida: ir embora para um lugar sem dor, sem preocupação, sem choros e com sua família ou ficar e enfrentar uma vida totalmente diferente da que tinha
“Me apaixonar pelo Adam foi como aprender a voar. Era empolgante e assustador ao mesmo tempo.”
O livro nos leva a inúmeras reflexões, entre elas, a principal é a importância da família. É uma história sobre perda, amor, sacrifícios e escolhas, e, sua história é única. “Se eu ficar” é muito mais que um romance como todos aqueles que você já leu.
E é claro que eu não vou contar qual foi a decisão da Mia. Mas só digo uma coisa: talvez seja melhor já deixar “Para onde ela foi” do lado, porque assim que terminar “Se eu ficar” você vai querer saber o que aconteceu.
"— Eu estava conversando com Liz e ela disse que talvez voltar para sua antiga vida seja doloroso demais, que talvez seja mais fácil para você nos apagar. E isso seria uma droga, mas eu faço. Eu posso perder você dessa forma se eu não te perder hoje. Eu te deixo ir. Se você ficar."

5 Comentários
Oi Juliana,
ResponderExcluirEsse livro é maravilhosos. O fato dele ser curtinho, direto ao ponto me encanta, porque geralmente gosto de livros mais descritivos e grandes. A continuação também é ótima, se você tiver a oportunidade de ler, leia.
Bjs, @dnisin
www.sejacult.com.br
Oi, Denise!
ExcluirSim, esse livro é realmente maravilhoso! Eu já li a continuação e amei até mais do que esse. Tem resenha dele aqui se você quiser ler: http://www.quartodoslivros.com.br/2016/08/resenha-para-onde-ela-foi-se-eu-ficar-2.html
Beijos
Ju ao ler a resenha me senti como dentro de um filme, achei a história super envolvente. Te prende, te toca, com certeza é um livro que deve ser lido. Ai socorrooooo! Quando leio resenhas a lista só aumenta.rsrs Parabéns e obrigada por compartilhar conosco esse livro maravilhoso.
ResponderExcluirbjs
www.pilateandosonhos.com
Oláá
ResponderExcluirBom, eu não gostei muito de Se eu ficar e até hoje estou enrolando para ler a continuação... :(
Mas fico contente que tenha gostado da história. ^^
Bjoos
Olá! Só assisti ao filme e gostei bastante. Amei, foi uma história totalmente diferente do que vemos por ai, chorei bastante e fiquei bastante aflita também rtssrsr, vou ler a continuação, beijos!
ResponderExcluirEntre Livros e Pergaminhos